Viagem de campo

Fotos: Ernesto de Souza
Conforto e estabilidade. Estas são as impressões iniciais do Symbol. Está claro que ele foi feito para o uso na cidade, mas nós da Revista Globo Rural o levamos para comer um pouco de poeira - e ver como o lançamento da Renault se comportaria.
Saímos de São Paulo e percorremos exatos 367 km até Itápolis, cidade no interior paulista que fez fama na produção de laranja. No trajeto, apuramos um consumo de 10,12 km/l de álcool, a uma velocidade média de 100 km/h, e em estradas de boa qualidade, caso das Rodovias Bandeirantes e Washington Luís. Na volta, abastecemos com gasolina, e o consumo ficou em 14,59 km/l.
O Symbol é esperto - a gente pisa e ele logo responde. A luminosidade do farol é ótima. Na estrada, nada de chacoalhar, e os bancos proporcionaram conforto, mesmo após uma viagem de cerca de 4 horas. No entanto, há ressalvas. Os pedais parecem um tanto altos, o que pode atrapalhar o movimento de pés acima do número 42. O câmbio é ruim: as marchas são duras de serem engatadas, o que pode causar certo esstresse no anda-e-para de um congestionamento, por exemplo.
Além disso, o espaço no banco traseiro pode, literalmente, provocar dor de cabeça. Demos carona para uma pessoa de cerca de 1,80 m e a cabeça dela ficou raspando no teto do carro, um baita desconforto. Também acredito que os espelhos retrovisores externos poderiam ser um pouco maiores - não sei se é porque estou acostumado com meu Fiesta Trail, que tem o retrovisor maior.
No mais, o Symbol suportou bem as estradas de terra (que também estavam em boas condições, sem muitos buracos ou ondulações), e mostrou-se bem vedado à entrada de poeira. Apesar de um estranho no “ninho rural”, digamos que ele foi bem guerreiro. Nota 7.

Ernesto de Souza, fotógrafo da Revista Globo Rural
Mariana Caetano, repórter da Revista Globo Rural
rss do blog






RSS